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A mudança na matriz energética brasileira como oportunidade econômica


A mudança na matriz energética brasileira como oportunidade econômica

Fonte: Premium Freepik

A transição e mudança na matriz energética brasileira, amplamente debatida na última edição do Fórum Paulista de Desenvolvimento (FOPA 2025), configura-se como uma gigantesca oportunidade econômica para o país. Com um potencial ímpar em recursos naturais renováveis – sol, vento, biomassa e água – o Brasil tem a chance de se tornar uma superpotência global em energia limpa, impulsionando a industrialização, a criação de empregos e a atração de capital internacional.

A economia global está direcionando expressivo capital para o financiamento de projetos de descarbonização e infraestrutura verde. O Brasil, ao consolidar sua matriz com fontes como a eólica e a solar, alinhando-se aos critérios de ESG (Ambiental, Social e Governança), torna-se um destino privilegiado para o capital de investimento estrangeiro direto (IED).

Administrador de Empresas com ênfase em Comércio
Exterior, Advogado especializado em Direito Minerário,
com atuação em mineradoras como ArcelorMittal, Vale,
Gerdau e Samarco. Sócio de Bernardo Bicalho Advogados
/ bernardo@bernardobicalho.com.br

A transição energética vai além da mera geração de eletricidade, ela cria novas cadeias produtivas de base tecnológica. Neste contexto, o Brasil tem o potencial de produzir H2V (Hidrogênio Verde) a um dos custos mais baixos do mundo, graças à sua eletricidade renovável barata.

O H2V não só descarbonizará setores domésticos difíceis de eletrificar (como siderurgia, cimento e fertilizantes), mas também se tornará um importante vetor de exportação, transformando o país em um player energético global.

Além disso, outro ponto de destaque é o domínio brasileiro em etanol e biodiesel, que pode ser expandido para a produção de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) e diesel verde, posicionando o país na vanguarda da descarbonização do transporte de longa distância.

Cumpre destacar que para se atingir uma mudança na matriz energética brasileira, será necessária uma intensiva contratação de mão de obra, especialmente nas fases de construção, instalação e manutenção, que impactará fortemente na geração de empregos e nos desenvolvimentos regionais brasileiros.

Verifica-se que os projetos de energia eólica e solar frequentemente são instalados em regiões de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), como o Nordeste, injetando recursos em economias locais através de royalties, impostos e aluguel de terras, promovendo a desconcentração de renda e o desenvolvimento social.

Sendo assim, a mudança na matriz energética é a principal estratégia de reindustrialização e inserção competitiva do Brasil na economia global do século XXI. Ao converter seu vasto potencial em projetos concretos e políticas estáveis, o país assegura uma energia mais limpa, mais barata e mais segura, pavimentando o caminho para uma prosperidade duradoura e sustentável.

Advogado especialista em Direito Processual, pós-graduando em Direito da Mineração e integrante do Bernardo Bicalho Advogados, escritório 
especializado em Direito Minerário e Direito Empresarial

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