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Chieko Aoki Empresária, fundadora e presidente da rede Blue Tree Hotels


Chieko Aoki

Empresária, fundadora e presidente da rede Blue Tree Hotels

Chieko Aoki

Fonte: Paulo Santos 

Chieko Aoki é uma empresária brasileira, presidente do grupo hoteleiro Blue Tree Hotels. Conhecida como a “dama da hotelaria” no Brasil, é uma das mulheres de negócios mais influentes do país. Ela já tinha uma longa carreira no setor quando lançou a rede Blue Tree, em 1997. Hoje, a cadeia é uma das maiores do ramo no Brasil, com 23 unidades em 17 cidades e mais de 4 mil apartamentos. Nascida em Fukuoka – no sudoeste do Japão – e filha de Kaoro Nishimura, técnico em eletricidade, e Takako Nishimura, dona de casa, mudou-se para o Brasil quando tinha seis anos, a convite de uma tia viúva com dois filhos para criar. Os Nishimura se estabeleceram em Bastos, no interior de São Paulo, para trabalhar em uma propriedade da parente. Formou-se em direito na USP, mas resolveu estudar administração no Japão. Lá, ela se casou com o empresário japonês John Aoki, presidente da Aoki Corporation, que atuava nos ramos de construção e hotelaria. A companhia tinha negócios no Brasil, como os hotéis Caesar Park. Sendo japonesa naturalizada brasileira, ela tinha como ajudar nos empreendimentos. Em São Paulo, a bandeira era sinônimo de cinco estrelas e dominava a região da Avenida Paulista, considerada o principal polo econômico e financeiro da cidade. Quando John Aoki teve um AVC que o deixaria com graves sequelas até sua morte, em 2012, a Aoki Corporation foi restrutu rada pela empresária. Assim, Chieko recomeçou inaugurando a bandeira Blue Tree, que comanda até hoje, trazendo os processos de gestão dos norte-americanos, a elegância dos europeus, a espiritualidade e o bem servir dos japoneses e o calor humano dos brasileiros.

MASP na Avenida Paulista

Fonte: Paulo Santos 

MASP - Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Um dos principais pontos artísticos da capital paulista, o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, mais conhecido como MASP, foi transferido para a atual sede na avenida Paulista, com icônico projeto de Lina Bo Bardi, em 7 de novembro de 1968. Sua história, porém, teve início muito antes disso. Originalmente instalado na rua 7 de Abril, no centro da cidade, o museu privado sem fins lucrativos foi fundado em 1947 pelo empresário Assis Chateaubriand. Primeiro museu moderno do Brasil, o MASP nasceu ocupando o segundo andar do edifício dos Diários Associados e em pouco tempo se expandiu, tomando novos andares e incorporando exposições sobre cinema e teatro à sua programação. A ideia de viabilizar o museu paulistano tinha como mote atrelar crescimento e modernidade à uma imagem de cidade que se industrializava. A fundação de espaço com a proposta de questionar o tradicional modelo europeu de museu causou grande impacto no meio cultural paulista, na época pautado pelo tradicionalismo de instituições como a Pinacoteca do Estado e o Museu Paulista.

Lina Bo Bardi e o projeto do MASP

Fonte: Mavinho Acoroni | Visite São Paulo  

Lina Bo Bardi, que já havia sido responsável pela adaptação do edifício dos Diários Associados para abrigar as atividades do MASP, foi incumbida da criação do projeto do museu como o conhecemos hoje. A ideia era fazer do MASP um museu popular, com acesso irrestrito, reforçando seu caráter atemporal. A construção do MASP onde ele se encontra hoje durou cerca de 12 anos. Para não obstruir a vista da Avenida Nove de Julho para o centro e a Serra da Cantareira – exigência feita para que o terreno onde o museu foi instalado fosse doado à Prefeitura de São Paulo -, Lina Bo Bardi projetou o famoso vão livre abaixo do museu elevado vazado sustentado por quatro pilares, de onde é possível ver a paisagem do entorno da Avenida Paulista. O vão livre de cerca de 70 metros de extensão é até hoje um marco na região, sediando diferentes tipos de encontros e agrupamentos e persistindo ainda hoje como um dos pontos estratégicos às manifestações políticas e culturais em São Paulo. Mais importante acervo de arte europeia do Hemisfério Sul, a coleção do MASP reúne atualmente mais de 11 mil obras, incluindo pinturas, esculturas, objetos, fotografias, vídeos e vestuário de diversos períodos, abrangendo a produção europeia, africana, asiática e das Américas. Boa parte do acervo foi reunido por Pietro Bardi entre os anos de 1947 e 1952, em suas viagens pessoais para a Europa pós-guerra.

Acervo de arte do MASP

Fonte: Paulo Santos 

Em grande parte destas viagens, o crítico de arte era acompanhado por Chateaubriand, fundador do museu. As primeiras obras adquiridas para a coleção foram essencialmente de renascentistas italianos, como Botticelli, Perugino, Tintoretto, além de uma tela de Francisco Goya, um El Greco e obras de pintores modernos como Chagall e Marx Ernst. Nos anos 1950 o acervo cresceu bastante com o acréscimo de uma representativa coleção de impressionistas, com nomes como Manet, Degas, Renoir, Van Gogh, Cézanne, além de Picasso e Matisse. Hoje, além da mostra de longa duração de seu acervo em transformação na pinacoteca do museu, realiza-se ao longo do ano uma ampla programação de exposições coletivas e individuais que se articulam em torno de eixos temáticos, sempre com a missão de estabelecer, de maneira crítica e criativa, diálogos entre passado e presente, culturas e territórios, a partir das artes visuais.

Exposições no MASP

 
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