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Embaixadores Estrangeiros e a COP30


Embaixadores Estrangeiros e a COP30

As autoridades conversaram com a equipe da VIDI e manifestaram alguns pontos interessantes

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Fonte: Premium Freepik

A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, também chamada de COP30, será a 30ª, prevista para ocorrer em novembro de 2025, em Belém, no Pará. Desde o anúncio oficial durante a COP 27, realizada em Sharm el-Sheikh, Egito, muitos países já articulavam suas participações. Alguns embaixadores estrangeiros conversaram com a equipe da VIDI e manifestaram alguns pontos interessantes:

Liga Árabe

LIGA ÁRABE

O embaixador da Liga Árabe no Brasil, Qais Shqair, ressaltou que “o Secretariado-Geral da Liga dos Estados Árabes, a organização regional e internacional mais antiga do mundo, que reúne vinte e dois Estados Árabes, tem a honra de participar da próxima Cúpula COP30 em Belém. Nesses eventos internacionais que visam preservar o planeta que compartilhamos, com ambiente seguro, estável e limpo, além deles estão as três últimas Cúpulas: COP 27 no Egito, COP 28 nos Emirados Árabes Unidos e COP 29 no Azerbaijão, no ano passado”. “A Liga Árabe participou recentemente pela primeira vez, na Cimeira do G20 no Rio de Janeiro, em novembro passado, onde assinou a Aliança Internacional contra a Fome e a Pobreza. É uma iniciativa do Presidente Lula da Silva, que vemos com profundo respeito como um compromisso brasileiro de uma diplomacia multilateral para servir a humanidade em geral; um objetivo final que compartilhamos com a amigável República Federativa do Brasil”, pontuou Shqair.

Nepal

NEPAL

O Nepal é um país que sofre diretamente com as mudanças climáticas. “Apesar da emissão insignificante de carbono, o Nepal está sofrendo enormes consequências do aquecimento global. Tanto o Nepal quanto o Brasil enfrentam efeitos desproporcionais del colapso climático, como inundações e deslizamentos de terra. Ambos contribuíram significativamente para salvar o planeta — seja por meio das vastas florestas amazônicas ou dos Himalaias cobertos de neve”, pontua Nirmal Raj Kafle, embaixador nepalês em Brasília. O Nepal estabeleceu metas ambiciosas, incluindo emissões líquidas zero de GEE até 2045, apesar dos recursos limitados. “Na COP30, o Nepal reafirmará os compromissos, enfatizando a justiça climática e o financiamento climático. O Fundo de Perdas e Danos está operacional, mas devemos garantir que os países vulneráveis se beneficiem dele. O Nepal exigirá transferência de tecnologia e capacitação. Da mesma forma, meu país há muito defende o desenvolvimento sustentável das montanhas e as estratégias integradas que conectam os ecossistemas de montanha e oceano” conclui o diplomata asiático.

Ruanda

RUANDA

O recém-chegado a Brasília, embaixador de Ruanda, Lawrence Manzi, é outro que tem um envolvimento forte com temas globais, uma vez que seu país está no coração do continente africano e é impactado pelo turismo de aventura. “Devemos ter programas específicos comunicados em breve! Normalmente participamos das edições da COP com delegações de alto nível e do setor privado. O que vai acontecer em Belém, no Pará”, afirmou Manzi à reportagem. Em Baku, a delegação ruandesa defendeu: maiores reduções de emissões globais, maior financiamento para resiliência e adaptação e se posicionou como o país como um destino ideal para investimentos verdes e inovação.

República Tcheca

REPÚBLICA TCHECA

Uma diplomata muito envolvida com temas de sustentabilidade é Pavla Havrlíková, da República Tcheca. A embaixadora visitou Belém em setembro de 2024 com o objetivo de conhecer entidades que já se preparam para receber a COP30. Na oportunidade, conheceu a organização não governamental Instituto Peabiru, que atua no Pará e especialmente Nordeste do Estado, Ilha do Marajó e região metropolitana da capital. A República Tcheca ainda não desenvolveu atividades no âmbito da cooperação para o desenvolvimento. O tema sustentabilidade e garantia dos direitos dos povos indígenas é prioridade para o estado do Pará, inclusive no contexto dos preparativos para a COP 30.

Malta

MALTA

Na cúpula da COP29 em Baku, o Ministro da Energia australiano, Chris Bowen, elogiou o estabelecimento de uma nova Autoridade de Ação Climática por Malta, descrevendo-a como a “melhor prática” e a “primeira na Europa”. “Quero parabenizar Malta por sua nova política muito boa de uma Autoridade de Ação Climática”, Bowen declarou. “É uma boa governança. Ela fornece rigor. E acho que Malta e as conquistas da Ministra Dalli devem ser celebradas.” A delegação de Malta, liderada pela Ministra Miriam Dalli, destacou o progresso da nação no desenvolvimento de uma estrutura de governança unificada para ação climática. Ela enfatizou a importância da colaboração entre setores e nações para enfrentar os desafios globais da mudança climática. “A mudança climática é uma questão global urgente que afeta a todos nós”, observou a ministra. “Precisamos de respostas ousadas e unidas.”

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