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Global Risks Report 2025: conflito armado, ambiente e desinformação são as principais ameaças


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Global Risks Report 2025: conflito armado, ambiente e desinformação são as principais ameaças

Conflitos armados e desinformação lideram preocupações imediatas, enquanto ameaças ambientais dominam a perspectiva da próxima década em relatório oficial do Fórum Econômico Mundial

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World Economic Forum | Mattias Nutt

Às vésperas do início do Fórum Econômico Mundial em Davos, foi divulgado no dia 15 de janeiro o Global Risks Report 2025, estudo que tradicionalmente orienta as principais discussões do evento. O Global Risks Report é a publicação de referência do Fórum Econômico Mundial sobre riscos globais, agora na sua 20ª edição. Produzido pela Iniciativa de Riscos Globais no Centro para a Nova Economia e Sociedade do Fórum, o relatório baseia-se em informações recolhidas através da Pesquisa de Percepção de Riscos Globais, que envolve as opiniões de mais de 900 líderes globais provenientes dos setores empresarial, governamental, acadêmico e da sociedade civil (consultados entre setembro e outubro de 2024 nesta edição). O relatório identifica e analisa os riscos mais presentes nos horizontes imediato, de curto e de longo prazo, com o objetivo de fornecer aos líderes a perspectiva necessária para enfrentar os desafios emergentes. Serve como um recurso essencial para entender o cenário global de riscos em evolução e promover a ação coletiva para construir um futuro mais resiliente.

Foram analisadas 33 categorias de riscos, revelando um cenário preocupante, marcado sobretudo por três grandes ameaças: o agravamento das tensões geopolíticas, a intensificação das crises ambientais e o aumento da desinformação. 25% dos especialistas consideram o conflito armado entre países o maior risco para 2025, e mais de 50% preveem forte instabilidade nos próximos dois anos em decorrência deste contexto. Esta é uma preocupação que já vinha crescendo nas últimas edições do relatório. Contudo, em 2023, apenas 15% dos especialistas apontavam conflitos interestatais como principal risco.

A desinformação permanece como preocupação central pelo segundo ano consecutivo, por representar uma ameaça à estabilidade social e política. O cenário torna-se ainda mais complexo após a Meta, dona do Facebook e Instagram, ter suspenso seu programa de checagem de fatos nos Estados Unidos. O relatório de 2024 já alertava para o risco crescente da desinformação impulsionada por inteligência artificial, previsão que se confirmou ao longo do ano.

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World Economic Forum | Benedikt Von Loebell

Na análise de longo prazo (10 anos), os riscos ambientais lideram as preocupações, com especial atenção após 2024 ter sido confirmado como o ano mais quente já registrado na superfície da Terra, segundo relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM). A temperatura média global ficou 1,48°C acima dos níveis pré-industriais, ultrapassando pela primeira vez o limite de 1,5°C estabelecido pelo Acordo de Paris. No estudo do Fórum, eventos climáticos extremos aparecem em primeiro lugar entre os riscos, seguidos por perda de biodiversidade, destruição de ecossistemas, alterações nos sistemas terrestres e escassez de recursos naturais. As edições anteriores do relatório já apontavam esta tendência - desde 2020, os riscos ambientais têm ocupado as primeiras posições nas previsões de longo prazo.

“Foram analisadas 33 categorias de risco, revelando um cenário preocupante, marcado sobretudo por três grandes ameaças: o agravamento das tensões geopolíticas, a intensificação das crises ambientais e o aumento da desinformação.”

O pessimismo econômico se intensifica, com 71% dos especialistas prevendo cenário de estagnação nos próximos três anos. O relatório aponta para um aumento significativo da desigualdade, com estimativa de que 3 bilhões de pessoas podem cair na pobreza extrema até 2030 se as tendências atuais se mantiverem. As edições anteriores do Global Risks Report já davam pistas do agravamento deste cenário. Em 2022, 63% dos especialistas previam aumento da desigualdade, número que subiu para 68% em 2023 e 71% em 2024. O relatório atual evidencia também a interligação entre diferentes riscos: questões econômicas conectam-se a tensões sociais e geopolíticas; desafios tecnológicos vinculam-se à desinformação e ao desenvolvimento da inteligência artificial.

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World Economic Forum | Sandra Blaser
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