Homenagem de Dr. Paulo Niemeyer Filho

Dr. Paulo Niemeyer Filho, médio
Fonte: Divulgação
Conheci o Boni muito antes dele me conhecer e acredito que outros devam ter essa mesma sensação. Seus feitos profissionais eram contados e recontados com admiração pelos jovens da minha época, sempre se referindo a um comandante preparado, poderoso e eficiente. Eu ouvia com atenção.
Bebel, minha mulher, diz que conheceu três “Napoleões” em sua vida, e que o Boni é um deles. Faz sentido, pois tem também a erudição, coragem e a ousadia que caracterizam essas personalidades. Boni conquistou tudo e a todos, e segue sendo uma referência, um monumento carioca, apesar de ser paulista.
Há poucos anos, fui convidado para almoçar em sua casa, em uma sexta-feira, quando costuma receber os amigos. Foi um “upgrade” na minha vida e, depois disso, passei a dizer com orgulho: sou amigo do Boni.
Pode parecer brincadeira, mas não é, sempre cultivei a admiração pelos realizadores e por aqueles que sabem o que eu não sei. Desde então, nos aproximamos e, com a convivência, pude perceber que aquela fortaleza, que eu imaginava, tem um coração doce, totalmente encantado e conduzido pela Lou, sua mulher. Ali está a chave do mistério.
Lou, com sua beleza e juventude, rápida como um raio, é quem aditiva a vida do Boni e é quem também dá sentido e sabor aos seus grandes vinhos. Pelo hábito da minha profissão, atendendo pacientes diariamente no consultório, desenvolvi uma boa escuta e tornei-me um bom observador.
Logo percebi o valor que Boni dá aos amigos pelo esmero com que os recebe. Os apaixonados pela boa mesa disputam o privilégio de terem conhecido o que supõem serem os melhores restaurantes do mundo. Não sabem de nada. A Cozinha do Boni, com ele à frente, preparando pessoalmente receitas incríveis e utilizando as técnicas mais sofisticadas da gastronomia contemporânea, é imbatível!
Por isso, comer em sua casa é um privilégio! Ali sentam-se artistas, dirigentes de escolas de samba, empresários, escritores, jornalistas e médicos, todos com a sensação de serem seus amigos de infância. E ele conversa com cada um, como se fosse colega de profissão.
Assinante da famosa revista médica “New England Medical Journal”, ele sabe tudo de medicina e está sempre atualizado sobre as mais recentes pesquisas. Às vezes, penso que eu deveria me preparar melhor antes de encontrá-lo.
Agora, aos 85 anos, nosso Napoleão continua dando lições de modernidade e sabedoria, desenvolvendo inúmeros projetos, atuais e futuros, mantendo a curiosidade pela vida.
Boni, sou seu fã. Parabéns, saúde e vida eterna.
"Com a convivência, pude perceber que aquela fortaleza, que eu imaginava, tem um coração doce, totalmente encantado e conduzido pela Lou, sua mulher. Ali está a chave do mistério."
