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Pode acreditar: é verdade!


Pode acreditar: é verdade!

Estão certos os 90% de brasileiros que acreditam nas emergências climáticas. Houve uma espécie de desaponto quando o percentual dos que não acreditam nelas, cresceu de 5% para 9%. Mas a imensa maioria tem razão quando se preocupa com as consequências de nossos maus-tratos infligidos de forma inclemente e durante séculos à nossa irmã natureza. Em todo o mundo, realizam-se pesquisas para perquirir a opinião da cidadania quanto aos resultados da excessiva emissão de gases venenosos causadores do efeito-estufa.

Os fenômenos extremos registrados em todas as partes do globo favorecem a intensificação dessa crença na anormalidade do funcionamento do mundo. Impossível não se angustiar com a situação dos desalojados nas chuvas e enchentes do Rio Grande do Sul, que também aconteceram em São Sebastião e, antes disso, em Petrópolis. A seca na Amazônia e no Pantanal mato-grossense, as ondas de calor e as altas temperaturas matando idosos, crianças e portadores de comorbidades, os incêndios – que a criminalidade aproveita para multiplicar, com interesses econômicos – tudo isso mostra que, depois dos alertas dos cientistas, agora quem está com a palavra é a natureza.

O negacionismo é uma doença. E contamina. Nem adianta querer argumentar com quem está tomado de fanatismo fundamentalista. Mas a razão prepondera na maior parte da população brasileira. É esta que quer agora influenciar os governos para que se leve em consideração o Custo Social do Carbono (Social Cost of Carbon). É quantificável e sintetizável em um único indicador, os impactos negativos gerados pela emissão de gases de efeito estufa sobre a sociedade e a economia. Em todas as suas dimensões: saúde, produtividade agrícola, prejuízo ao capital físico já existente.

Estima-se que entre duzentos e trezentos dólares por tonelada adicional de gás de efeito estufa despejado na atmosfera seja esse CSC. Isso tem de ser levado em conta na tributação dos combustíveis, na construção civil, na ocupação do solo e em todos os setores afetados por essa praga. Estamos sofrendo o maior risco de extinção da espécie, desde que o mundo é mundo. Pode acreditar: é verdade.

"Os fenômenos extremos registrados em todas as partes do globo favorecem a intensificação dessa crença na anormalidade do funcionamento do mundo. Impossível não se angustiar com a situação dos desalojados nas chuvas."

Emergências Climáticas

Fonte: Premium Freepik
Clima