Tomorrowland Brasil 2025 quebra recordes e reúne 180 mil pessoas em Itu
Em entrevista para a The Winners, a vice-prefeita de Itu, Juliana Passos, traz a repercussão do festival para a cidade

Fonte: Picture Release
180 mil pessoas de mais de 100 países se reuniram em Itu, São Paulo, para celebrar o Tomorrowland Brasil 2025. A quinta edição brasileira do festival proporcionou três dias inesquecíveis de música, união e magia, com mais de 150 grandes artistas se apresentando em seis palcos deslumbrantes. A edição deste ano apresentou dois novos palcos, o Crystal Garden e o Morpho Stage, além de um show de drones recorde, criado em colaboração com o DJ brasileiro Alok, que iluminou o céu com mais de 1.000 drones sincronizados. Desde sua primeira edição no Brasil, em 2015, o festival se consolidou como um dos eventos mais esperados da América do Sul, unindo produção de nível mundial à energia e ao talento local, dentro do Parque Maeda - local do evento. O evento já está confirmado para 2027 e consolida a cidade de Itu como um polo turístico musical. Para falar mais sobre o evento, a The Winners traz uma entrevista exclusiva com a vice-prefeita de Itu, Juliana Passos:

Fonte: Gui Urban
The Winners – Qual é a estimativa de impacto econômico que o Tomorrowland trouxe para a cidade de Itu este ano?
Juliana Passos – O Tomorrowland tem um impacto gigantesco na economia da nossa cidade e de toda a região. Para nós, é um orgulho enorme receber o maior festival de música eletrônica do mundo! Somando hospedagem, alimentação, transporte, comércio e serviços, estimamos que o festival tenha movimentado algo em torno de R$ 800 milhões, podendo até ultrapassar essa marca. É um resultado que mostra o quanto Itu tem potencial para receber grandes eventos internacionais e se consolidar como um polo turístico e econômico.
TW – A prefeitura tem dados sobre a taxa de ocupação hoteleira e o aumento no consumo no comércio local durante o festival?
JP – Sim, acompanhamos de perto esses indicadores. Durante o festival, a ocupação hoteleira ficou próxima dos 100%, não só em Itu, mas também em cidades vizinhas. O comércio e o setor gastronômico também registraram aumento expressivo nas vendas. Restaurantes, bares, aplicativos de transporte e até o pequeno comércio de bairro sentiram esse aquecimento. Isso gera renda, empregos e uma movimentação muito positiva para o município.

Fonte: Gregory Grigoragi
TW – Quais foram as principais ações da prefeitura para preparar a cidade para receber um evento de grande porte como o Tomorrowland?
JP – Trabalhamos de forma integrada entre várias secretarias. Tivemos reforço nos serviços de saúde, segurança, limpeza e trânsito, além de uma força-tarefa de zeladoria antes, durante e depois do festival. Também articulamos junto ao Governo do Estado e à organização do evento ações conjuntas para garantir estrutura e logística adequadas. Tudo isso é planejado com antecedência e com muita responsabilidade, porque sabemos o tamanho do impacto que o festival traz.
TW – O evento gera desafios na mobilidade urbana e no trânsito local. Como a administração trabalha para minimizar esses impactos? Há investimentos em infraestrutura permanente na cidade motivados pelo festival (como melhorias em estradas, iluminação ou saneamento)?
JP – Sem dúvida, o trânsito é um dos maiores desafios. Por isso, montamos um plano especial de mobilidade, com rotas alternativas, reforço na sinalização e apoio das nossas equipes e das forças de segurança. Além das ações operacionais, temos buscado transformar parte dessa estrutura em legado permanente — melhorias de acesso, iluminação, pavimentação e serviços públicos que ficam para a população mesmo depois que o festival termina.

Fonte: Picture Release
TW – O Tomorrowland contribui para colocar Itu em um novo patamar no mapa do turismo internacional?
JP – Com certeza. O Tomorrowland projetou Itu para o mundo. Recebemos visitantes de dezenas de países e isso muda a percepção sobre a cidade. Hoje, Itu é reconhecida como uma cidade que sabe receber, que tem estrutura e que está pronta para grandes experiências culturais e turísticas. É um salto enorme de visibilidade e de oportunidades para o turismo local.
TW – O evento demanda uma estrutura pública significativa — como segurança, saúde e limpeza. Como é feita essa divisão de responsabilidades entre a iniciativa privada e o município?
JP – Existe uma parceria muito bem estruturada entre a organização do festival, o município e o Governo do Estado. A parte interna do evento é responsabilidade da organização, com segurança privada e toda a estrutura montada por eles. Já a Prefeitura atua no entorno, com equipes de saúde de plantão, limpeza pública, controle de trânsito e apoio da Guarda Civil. Essa integração é fundamental para que tudo aconteça com segurança e tranquilidade.

Mário Sérgio, prefeito de Itu, Herculano Passos e a vice-prefeita, Juliana Passos
Fontte: Picture Release
TW – O Tomorrowland tem um compromisso ambiental. A prefeitura acompanha ou fiscaliza de alguma forma as ações sustentáveis do evento?
JP – Sim. A sustentabilidade é uma pauta muito importante para nós. A Prefeitura participa dos processos de licenciamento e faz fiscalizações técnicas durante o festival para garantir o cumprimento das exigências ambientais. A organização também tem um histórico de boas práticas, como o reaproveitamento de materiais, gestão de resíduos e preservação da área natural. É uma parceria que reforça o compromisso de todos com o meio ambiente.
TW – Como os moradores de Itu percebem o evento? Existe aceitação ou ainda há resistência de parte da população?
JP – Hoje percebemos uma grande aceitação. No início, é natural que existissem dúvidas e até preocupações, mas a população tem sentido os benefícios. São empregos temporários, renda para os comerciantes, visibilidade para a cidade. Claro que ainda há desafios — como o trânsito e o barulho —, mas temos dialogado muito com a comunidade e ajustado o que for necessário. O orgulho de ver Itu no cenário mundial é algo que contagia.
TW – A prefeitura busca integrar artistas, empreendedores e profissionais locais ao festival de alguma forma? Há iniciativas culturais ou sociais associadas ao Tomorrowland que beneficiem a comunidade ituana?
JP – Sim, esse é um ponto que valorizamos muito. Incentivamos a participação de profissionais e empreendedores locais nas vagas de trabalho temporárias e nos serviços de apoio ao evento. Também buscamos fortalecer o vínculo cultural, apoiando iniciativas e ações que dialoguem com o espírito do festival. Nosso objetivo é que o Tomorrowland não seja um evento isolado, mas que gere frutos duradouros para a cidade e para a comunidade.
TW – A prefeitura tem novos planos para potencializar os benefícios do evento nos próximos anos?
JP – Temos, sim. Queremos aproveitar ainda mais a visibilidade que o Tomorrowland traz. Isso inclui investimentos em infraestrutura turística, qualificação profissional e promoção de Itu como destino internacional. O festival é uma vitrine para o mundo, e estamos trabalhando para que cada edição traga mais resultados e mais legado para os ituanos.

Fonte: Picture Release