Visões de Mercado
Ricardo Alban
RETROSPECTIVA 2024
Em 2024, a economia registrou avanços significativos com a retomada da confiança e políticas setoriais favoráveis à indústria de transformação. Amparada pela Nova Indústria Brasil (NIB), essa indústria gerou empregos de qualidade, atraiu capitais para infraestrutura e aumentou a arrecadação, beneficiando outros setores e evidenciando a importância de um ambiente macroeconômico equilibrado.
Apesar disso, a alta do dólar e os juros elevados ameaçam a produção, exigindo foco no crescimento sustentável e na correção de vulnerabilidades. Outro avanço foi a aprovação da reforma tributária, essencial para a produtividade e competitividade da indústria, embora a taxa do IVA pudesse ser mais adequada.
No comércio exterior, o Acordo Mercosul-União Europeia criou uma das maiores áreas de integração econômica, fortalecendo a inserção brasileira em cadeias globais de valor, com foco na complementaridade e na agregação de valor.
PERSPECTIVAS 2025
Em 2025, a política monetária restritiva e a alta do dólar ameaçam sufocar o ímpeto industrial. É crucial garantir estabilidade cambial, juros mais baixos e disciplina orçamentária. Sem uma direção clara que alinhe setores público e privado, o país pode perder conquistas recentes e enfrentar instabilidade e baixo crescimento.
Estamos debatendo propostas para o futuro do Brasil, buscando consenso sobre metas fiscais e políticas estruturantes que conciliem equilíbrio fiscal e estímulos seletivos para manter os investimentos.
Outro marco será a COP30, em Belém (PA), onde o Brasil terá a chance de liderar o multilateralismo climático, fortalecendo relações entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. A CNI apresentará ações concretas para enfrentar mudanças climáticas e lançará a SB COP, iniciativa para unir o setor industrial em soluções sustentáveis.
Além disso, a implementação do novo modelo de tributação do consumo, com regulamentações que assegurem segurança jurídica, será fundamental para acelerar o crescimento do país.
